Como funciona a parceria entre coordenador pedagógico e orientador educacional

Entenda a relação entre os dois profissionais e como o trabalho em cooperação entre eles favorece a aprendizagem

Crédito: Getty Images

 

A escola é um lugar de construção de parcerias. O significado da palavra já nos explica: uma parceria é um arranjo em que duas ou mais partes estabelecem um acordo de cooperação para atingir interesses comuns. A equipe diretiva (principalmente) precisa ser formada por parceiros, não por colegas, por funcionários, por concursados ou por amigos. A parceria requer um objetivo comum independente de quem são as pessoas ou em que lugar da hierarquia estão.

Na gestão, uma parceria quase impossível de se dissociar no trabalho é a do coordenador pedagógico e orientador educacional. Isso porque suas funções se entrelaçam o tempo todo. O coordenador precisa estar atento ao trabalho dos professores, sua metodologia, aos projetos da escola, enquanto o orientador, aos alunos, suas histórias, seus sucessos, seus fracassos, suas famílias. Não há como separar.

LEIA MAIS O papel do orientador educacional

Nem sempre essa parceria se forma instantaneamente. Por isso, é preciso um pouco de esforço para que ela decole. Em algumas realidades existe um pouco de disputa entre essas duas funções e quem sai prejudicado é o trabalho da escola.

Não sei em qual situação vocês se encontram, mas, para qualquer problema, a solução é sempre o diálogo. Se o orientador ou o coordenador não conseguem puxar essa conversa, também é função do diretor promover as parcerias na equipe.

Para começar com o pé direito
Em uma reunião de discussão seria importante que os dois falassem sobre suas atribuições. Muitas vezes, julgamos o trabalho dos outros sem conhecer e podemos considerá-lo mais ou menos importante do que o nosso, não complementar – como deveriam ser. Ao discutir, fica mais claro em que pontos cada um pode colaborar.

Por isso, outra ação interessante é fazer uma lista de quais momentos as tarefas se aproximam e em quais momentos se afastam. Aqui é preciso ser objetivo, não dá para generalizar tudo e dizer que os dois fazem a mesma coisa – isso pode gerar um movimento de ficar jogando tarefas desagradáveis de um para o outro ou mesmo de responsabilizar o outro por demandas que não saíram do papel ou não deram certo. Assim, ninguém trabalha.

O próximo passo para estabelecer uma parceria de sucesso seria criar sistemas de informação integrados e úteis para todos os envolvidos. As informações registradas por todos os profissionais da escola sobre os alunos precisam se encontrar em um único documento. Não dá para cada pessoa ter um registro e deixar que fatos importantes da vida de professores e alunos fiquem perdidos por aí.

Na nossa escola criamos uma ficha para cada aluno. As fichas foram produzidas em planilhas online e as planilhas organizadas em arquivos por turma. Se os alunos trocam de turma é possível enviar uma planilha para outro arquivo. O sistema é simples, mas eficaz. Nesta planilhas existe espaço para informações pessoais dos alunos, os registros dos conselho de classe, registros dos professores, link para o portfólio virtual do aluno, links para adaptação curricular, laudos e outras informações relevantes sobre os estudantes.

Mas nada disso é eficaz se os parceiros não conversarem frequentemente. Nas reuniões é preciso compartilhar os casos – tanto de alunos como de professores – e conversar sobre as melhores ações a serem realizadas. Aqui, temos reuniões com toda a equipe uma vez por semana. Nestas reuniões cada uma de nós coloca suas pautas e discutimos todas juntas como iremos abordar o assunto. Por exemplo: é preciso conversar com os alunos do Fundamental 2 que tiveram média baixas no trimestre. Definimos que iremos conversar com os alunos que tiveram até duas notas baixas e iremos chamar os pais dos alunos com três ou mais notas baixas. A coordenadora e a orientadora se reúnem depois para identificar estes alunos, organizar as datas de conversa com os alunos e com os pais, a coleta de informações com os professores sobre os alunos e as possibilidades de recuperação das notas para cada caso. Geralmente, atendemos as famílias com duas pessoas da equipe e com todos os dados coletados. Ninguém trabalha sozinho.

A parceria que deve se estabelecer entre o coordenador e o orientador precisa ter sempre como foco principal o sucesso dos alunos. Esta é a meta comum que eles devem ter. Este sucesso é uma responsabilidade da escola e uma conquista dos alunos. Nunca o contrário. Um coordenador e um orientador bem afinados podem fazer com que a escola não se esqueça disso e procure soluções para as dificuldades encontradas e não decrete culpados.

Lidar com tantas pessoas diferentes na equipe de trabalho e no grupo de alunos é um desafio complexo, mas muito fácil de lidar com as parceria adequadas. E o coordenador e o orientador podem e devem liderar este processo.

 

 

Fonte: gestaoescolar.org.br

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Suicídio: o que a escola pode fazer?

O assunto é delicado e exige cuidado. Mas o número de adolescentes que tiram a própria vida está aumentando e silenciar esse drama pode ser fatal.

Entre 2011 e 2015, as mortes de jovens por suicídio cresceram 18%. Ilustração: André Ducci

 

Falar sobre suicídio significa quebrar um tabu. É difícil entender como alguém pode… Melhor não dizer. Ou dizer? Convivemos com a ideia – parcialmente correta – de que falar disso põe em risco pessoas fragilizadas, que têm considerado essa saída e… Você sabe. Por outro lado, o silêncio não tem impedido que ele aconteça. As estatísticas do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que os casos subiram 12% em cinco anos no Brasil. Entre os adolescentes de 10 a 19 anos, o aumento foi de 18%. Nessa idade, eles estão enfrentando as primeiras frustrações. Se o pior acontece, o ambiente escolar sofre. E com círculos familiares e sociais cada vez menores, a escola é praticamente o único lugar de socialização dos jovens. Por isso, coragem: entender esse fenômeno e como ele afeta os adolescentes pode prevenir mortes e provocar discussões saudáveis.

No ano passado, o psicanalista Mário Corso recebeu um e-mail escrito por alunos de uma escola estadual de Passo Fundo (RS), sua cidade natal. Era um pedido de ajuda. Eles tinham ouvido uma colega dizer que queria se matar e pediam que Mário visitasse a escola para fazer uma palestra sobre suicídio e ajudar a garota. “Foi inusitado porque quem faz o convite, geralmente, são os professores ou a direção”, conta.

Estudioso das questões da adolescência, Mário não costuma fazer esse tipo de palestra nem é um especialista em prevenção de suicídios. Mas, em 2007, o nome do psicanalista ficou atrelado ao assunto por causa de um trágico incidente. Um de seus pacientes, adolescente, cometeu suicídio com transmissão ao vivo pela internet, diante de uma plateia que o incentivava a consumar a própria morte. O caso teve grande repercussão e levantou uma série de questões sobre o uso das novas tecnologias.

A mobilização que chegou a Mário, no entanto, ainda é rara no país. O Brasil conta com uma Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, lançada em 2006 pelo Ministério da Saúde, e com um conjunto de instituições públicas e privadas que lidam sobre esse fenômeno. Mas o tema ainda não entrou na agenda das escolas, mesmo em meio a um cenário de aumento expressivo das taxas de suicídio em todas as faixas etárias, entre 2011 e 2016 (veja os números ao longo desta reportagem).O esforço de especialistas é compreender as razões do aumento de mortes desse tipo entre adolescentes e até crianças.

NEGAÇÃO DO MUNDO

Frustrações, pressões, bullying e depressão levam os jovens à desesperança. Ilustração: André Ducci

 

As frustrações com a própria vida, o sentimento de não pertencimento, a pressão social pelo sucesso e pelo corpo perfeito, o bullying, a depressão. São muitos os fatores que podem explicar por que os suicídios estão aumentando entre os adolescentes. Mas, para o psiquiatra Gustavo Estanislau, membro do Projeto Cuca Legal, programa de saúde mental para adolescentes ligado ao Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma palavra é capaz de definir o fator de risco mais importante: “Desesperança em relação ao futuro. O adolescente olha ao redor e vê desemprego, violência… E quando olha para a própria vida e não enxerga saída para os seus dramas pessoais, o risco aparece”.

A instabilidade e a ausência de um sentido de vida são características da adolescência, um período da vida ainda pouco compreendido pela Sociologia. Colocada em perspectiva histórica, a adolescência é uma fase muito recente na história humana. “Nossos avós não tiveram adolescência. Eles provavelmente viveram uma breve juventude, começaram a trabalhar desde cedo e se casaram antes dos 20 anos”, exemplifica Mário.

Não se sabe exatamente o porquê, mas, a partir dos anos 1960 para cá, surge a adolescência. Nas palavras do psicólogo americano Erik Erikson (1902-1994), ela é definida como uma moratória psicossocial: uma fase em que o indivíduo tem as “dívidas” ou obrigações com a vida adulta temporariamente suspensas para que ele possa fazer essas escolhas. Por um lado, ela abre possibilidades de escolha livre do que se quer fazer no futuro. Por outro, pode se tornar um espaço vazio, no qual o indivíduo não sabe para onde caminhar.

“Tenho visto isso com frequência nos meus pacientes. Eles se perguntam: ‘Pra que eu existo?’, e são intolerantes à frustração”, diz a psicóloga Karen Scavacini, mestre em Saúde Pública e Prevenção ao Suicídio pelo Instituto Karolinska, da Suécia, um dos principais centros de pesquisa sobre o tema no mundo.

 

Outro aspecto que pode estar por trás do aumento é a mudança das relações sociais, tanto na família quanto em outros círculos de convivência social. Os especialistas são unânimes em afirmar que pessoas com mais proximidade com familiares e amigos têm menos propensão ao suicídio. Essa tendência já havia sido identificada pelo sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) em seu famoso livro O Suicídio, publicado em 1897. Na obra, Durkheim nota, por meio de dados estatísticos da época, que os “vínculos sociais fortes”, especialmente com a família, são um fator de proteção importante. Muitos adolescentes com ideação suicida (ato de pensar e até planejar o suicídio) recuam pelo medo de magoar pais, avós, irmãos etc.

O sentido de vida e os vínculos sociais dão força aos indivíduos mesmo nas situações mais extremas. Um outro trabalho clássico, este na área da Psiquiatria, é o do médico austríaco Viktor Frankl (1905-1997). Filho de família judaica e aluno de Sigmound Freud (1856-1939), Viktor viveu os horrores dos campos de concentração nazista e notou que, enquanto algumas pessoas sucumbiam rapidamente ao sofrimento, outras tinham uma resiliência muito maior. O médico relata que, certa vez, dois companheiros aprisionados com ele, e que não se conheciam, lhe confidenciaram que pensavam em se matar. Quando Viktor lhes perguntou a razão, eles deram a mesma resposta: “Porque já não espero nada da vida”. Ao que ele retrucou: “Mas a vida não espera nada de você?”. Então, um deles se lembrou que a filha que amava tinha conseguido escapar e o aguardava nos Estados Unidos. O outro se deu conta de que tinha deixado do lado de fora uma coleção de livros, à qual havia dedicado grande parte de sua vida, e que precisava ser terminada e publicada. Ambos desistiram do suicídio.

“A questão do suicida é: ‘Me dê razões para viver’”, resume Mário. “Quando o adolescente fica nesse vazio, ele se angustia. A tarefa do jovem que já sabe que é amado pelos pais é se provar na rua, se fazer respeitado. Se ele não encontra isso, se perde.”

REDE DE PROTEÇÃO

Fechados em cículos sociais cada vez menores, a escola é o pouco que sobra. Ilustração: André Ducci

 

Com famílias cada vez menores e falta de outros círculos sociais com vínculos fortes, a solidão dos adolescentes só se rompe em um lugar: a escola. Ao não terem mais a convivência de irmãos e primos, ao perderem as ruas e os vizinhos para a violência urbana, o peso da instituição escolar ficou muito maior na vida deles. “Antigamente, você podia não ser o mais popular da turma, mas ser o melhor jogador de futebol da rua. Hoje, se as coisas vão mal na escola, tudo vai mal”, explica Mário.

No ambiente escolar, o fator que mais impacta a autoestima dos estudantes é o bullying. “E o pior é que hoje ele não termina na sala de aula, mas se estende nas redes sociais e vira ciberbullying”, explica Karen. Uma pesquisa sobre o assunto, publicada em 2016 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com 100 mil crianças e jovens de 18 países, relata que 20% das pessoas vítimas de agressões verbais ou físicas constantes apresentaram pensamentos suicidas.

Diante do desafio de desempenhar um papel tão central na vida dos estudantes, o que a escola pode fazer? Uma ferramenta poderosa é a atenção do professor e a identificação de sinais de alerta (abaixo, você encontrará orientações sobre quais são e o que fazer). Um outro caminho é a formação de uma comissão de saúde mental na escola, composta de pais, professores, gestores e estudantes, capaz de debater procedimentos e buscar informações mais adequadas.

O início de uma discussão pode estar no exemplo da escola de Passo Fundo. “Existem adolescentes inconsequentes, que fazem bullying e outras coisas, mas também existem aqueles que, por alguma razão, são mais maduros. Eles podem ser aliados nessa luta”, diz Mário. Isso é particularmente vantajoso nesse caso porque é para os amigos mais próximos que jovens em risco de suicídio costumam compartilhar as ideações.

A escola, no entanto, não pode assumir o papel de clínica psiquiátrica, mas ser o elo de uma extensa rede de proteção aos jovens, que deve envolver famílias, sistema público de saúde e muita informação.

A Suécia, onde Karen fez sua pesquisa de mestrado, é conhecida por ter altos índices de suicídio, especialmente por causa do uso de álcool – e não tanto por causa do clima e da escuridão, como se pensa. Lá, houve um aprimoramento nas últimas décadas na coleta de estatísticas sobre essas mortes. O sistema de saúde pública oferece atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito, além de subsídios na compra de medicamentos. E, nas escolas, pais e professores ouvem palestras e recebem formação específica para lidar com questões emocionais.

O Brasil tem aperfeiçoado a coleta de estatísticas e já possui Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que podem prestar apoio aos adolescentes. Falta avançar em outras áreas. “Não temos ainda uma política de posvenção clara, por exemplo”, diz Karen. A posvenção é o conjunto de medidas que se deve tomar após a ocorrência de um suicídio na escola, como a assistência à família e aos professores do aluno e à atenção aos colegas mais próximos, especialmente aos que apresentam algum sintoma depressivo. Mas, com o aumento dos índices, o assunto precisará ser discutido com urgência. Diz Mário: “A escola não tem escolha. Ela deve participar do debate”.

SINAL AMARELO

Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de mortes por suicídio está aumentando, inclusive entre jovens

 

As cidades com as piores taxas* (2015**)

1) Forquetinha: 78,7

2) Taipas: 57

3) Travesseiro: 55,8

4) André da Rocha: 52,4

*CASOS POR 100 MIL HABITANTES **DADOS DE 2016 NÃO CONSOLIDADOS
FONTE: MS/SVS/CGIAE – SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE MORTALIDADE (SIM)

 

6 RESPOSTAS PARA ENCONTRAR SAÍDAS
Veja caminhos para identificar sinais de risco de suicídio entre alunos e ações que a escola pode tomar
  1. Quais os sinais de que há risco de suicídio?
    Em geral, o adolescente manifesta o desejo de morrer ou fala em morte com frequência. Os principais sinais de alerta são: mudança brusca de comportamento (por exemplo, um aluno sociável que passa a se isolar ou a ficar agressivo), declínio nas notas e aumento ou início de uso de álcool e drogas. Adolescentes perfeccionistas, com alto nível de cobrança, também precisam de atenção. E, embora o suicídio nem sempre esteja associado a um quadro depressivo, jovens que apresentam sintomas da doença ou que já estejam em tratamento exigem cuidado.
  2. A automutilação está associada ao suicídio?
    O ato de se cortar com lâminas ou infligir outros ferimentos no próprio corpo não é, em si, um ato suicida. Ele, em geral, não tem uma intenção de morte, mas é uma forma de expressar um sofrimento psíquico muito intenso. É como se o sujeito estivesse tão absorvido pela dor que sentisse a necessidade de representá-la fisicamente. Também há relatos de pacientes que sentem alívio quando se cortam por causa da descarga de adrenalina que ela propicia. Seja como for, a automutilação precisa ser vista como sinal de alerta. Além disso, esse tipo de comportamento tende a ser imitado na escola.
  3. Falar de suicídio pode incentivar potenciais suicidas?
    A preocupação dos especialistas é o efeito conhecido como Werther, nome inspirado no protagonista do livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe (1749 – 1832), publicado em 1774. A popularidade da obra na época, cujo personagem se mata em decorrência de um amor impossível, desencadeou na Europa uma série de suicídios. No entanto, não há confirmação científica de que falar sobre o assunto estimula atos autoagressivos. No ano passado, a polêmica voltou à tona com a série 13 Reasons Why (algo como 13 razões pelas quais), da Netflix, que conta a história de uma adolescente suicida. Muitos criticaram a veiculação da obra, entre outros motivos, por romantizar o suicídio e apontar culpados para o ato. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para a veiculação de conteúdos relacionados ao suicídio, não se deve tentar atribuir culpas. Tampouco devem ser expostos métodos ou imagens de suicídio, como aparece em 13 Reasons Why.
  4. O que fazer quando um adolescente apresenta os fatores de risco para suicídio?
    O ideal é chamar o adolescente para uma conversa privada e perguntar o que está acontecendo. Procure ouvir com atenção e jamais trate as aflições dele como “frescura”. Depois de ouvir, procure conduzir o diálogo mostrando alternativas claras de saída. Evite frases vagas como “vai ficar tudo bem” e prefira algo como “eu já passei por algo parecido e posso te ajudar”. Indique os órgãos e profissionais capacitados a ajudar pessoas com intenções suicidas (veja o quadro abaixo). O fundamental é não ignorar os sinais e se mostrar disponível.
  5. O que fazer se um aluno cometer suicídio?
    A chamada posvenção – ações realizadas quando um suicídio acontece – deve ser pensada caso a caso. Mas há estratégias de acolhimento que podem nortear as ações. É fundamental deixar claro que não existem culpados e abrir espaços de conversa, em pequenos grupos, nos quais os jovens possam expressar seus sentimentos e discutir o processo de luto. É válido escolher uma pessoa para atender individualmente os alunos, no momento em que precisarem. Também é importante buscar, na medida do possível, a ajuda de especialistas capacitados. Uma saída é procurar o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) mais próximo e se informar sobre que tipo de apoio pode ser oferecido aos estudantes e funcionários da escola.
  6. Posso homenagear alunos que morrem por suicídio?
    Sim, mas com muito cuidado. A escola deve tratar a morte por suicídio do mesmo jeito que trataria qualquer outra morte, para evitar o risco de celebrização, idealização ou romantização. Não use altares, murais, placas, estátuas ou coisas do gênero. A gestão pode abrir espaço para que colegas e professores participem – se quiserem – dos funerais, e tenham tempo para se recuperarem do choque, até que consigam retomar a rotina.

 

ONDE ENCONTRAR APOIO E INFORMAÇÃO

  • Centro de Valorização da Vida (CVV): Atende por telefone ou chat pessoas que precisam conversar.
    Contatos: Ligue 188
    cvv.org.br
  • Centros de Atenção Psicossocial (Caps): Rede pública de atendimento psiquiátrico e psicológico.
    Contanto: Ligue para 136 ou com a Secretaria Municipal de Saúde.
  • Vita Alere: Oferece manuais, estudos e sugestões de livros e filmes sobre o assunto.
    Acesse: vitaalere.com.br
  • Projeto Cuca Legal: Programa de saúde mental da Unifesp
    Acesse: cucalegal.org.br
  • Associação Americana de Suicidologia: Oferece material de formação (em inglês)
    Acesse: suicidology.org
  • Setembro Amarelo: Campanha de conscientização e prevenção do suicídio, promove ações no mês de setembro.
    Acesse: setembroamarelo.org.br 

Terra plana? Ajude os alunos a diferenciar o que é FAKE e o que é VERDADE

Planos de aula colaboram para analisar a veracidade de informações nas aulas de Ciências, Língua Portuguesa e Inglês

Será que seus alunos pensam antes de compartilhar algo por redes sociais como WhatsApp e Facebook? E eles estão preparados para separar o joio do trigo? Saber identificar se uma notícia é verdadeira ou falsa é um dos grandes atributos necessários para ser um cidadão ético nos dias de hoje. Na introdução da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa necessidade já está expressa em duas das competências gerais. A quinta fala em “Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais” e a sétima reafirma a importância de usar “informações confiáveis” para argumentar.

As aulas de Língua Portuguesa são, é claro, um ótimo terreno para levantar o debate sobre esses textos. Nos Planos de Aula NOVA ESCOLA, você encontra ideias para abordar as notícias falsas (as chamadas fake news) em sala. E a discussão não precisa ficar restrita a esse componente. Também há planos de aula de Ciências e Inglês que trazem à tona questionamentos sobre notícias falsas. Confira, abaixo, nossa seleção.

Ciências – Teoria da Terra Plana: fake news?

O objetivo deste plano é fazer com que os alunos analisem a Teoria da Terra Plana usando argumentos adquiridos nas aulas anteriores. Como sabemos que a terra é redonda? Quais são as evidências que nos mostram isso? A partir de conteúdos como identificação das diferentes camadas que estruturam o planeta Terra (da estrutura interna à atmosfera) e suas principais características, é uma oportunidade também de exercitar a argumentação em classe.

Língua Portuguesa – Notícia online: discussão sobre fake news

Com este plano, você mostrará aos alunos como analisar a estrutura e funcionamento dos hiperlinks em textos noticiosos publicados na web e vislumbrar possibilidades de uma escrita hipertextual. Além de identificar os efeitos da escolha de imagens, o texto escrito, eles aprenderão a distinguir diferentes propostas editoriais – sensacionalismo, jornalismo investigativo etc – para identificar os recursos utilizados para impactar o leitor.

Língua Portuguesa – Fake news: como trabalhar em sala de aula

O gênero notícia pode ser entendido como um texto no qual se divulga um fato ou acontecimento, veiculado principalmente por jornais, revistas e rádios, impressos, eletrônicos ou televisivos. Nesta aula, os alunos aprenderão a distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).

Inglês – Leitura: entendendo as fake news

Este plano de aula permite explorar ambientes virtuais de informação e socialização (Facebook, Twitter, Instagram, grupos de WhatsApp) para analisar a qualidade e a validade das informações que estão sendo veiculadas. Esta aula é a primeira de uma sequência de duas que falam sobre fake news. Elas não são dependentes e podem ser trabalhadas singularmente.

Inglês – Análise de fake news

Esta é a segunda parte da aula sobre fake news. Na primeira, visa-se a discussão sobre o que seja esse tipo de notícias e como detectar. Nesta segunda parte, a intenção é fazer com que o aluno pratique um pouco esses conceitos.

Fonte: novaescola.org.br

O que é ser uma escola inovadora? Série leva experiências gratuitamente para professores

Em busca de inspiração para transformar sua escola em 2019? Série “Sementes da Educação” mostra caminhos trilhados por 13 instituições de ensino público

Crédito: Divulgação/Oz Produtora

Resultado de uma extensa pesquisa, a série “Sementes da Educação” documenta a inovação de propostas pedagógicas de 13 instituições de ensino públicas brasileiras. Cada uma delas ilustra um episódio da série que traz experiências diversas da Educação Básica e Ensino Superior. Em comum, elas valorizam o protagonismo da equipe pedagógica e dos estudantes,  a potência de transformação do território local em que estão inseridas e o envolvimento da comunidade com a instituição.

Dirigida por Hygor Amorim e produzida pela Oz Produtora, todo o conteúdo está disponível gratuitamente na plataforma Videocamp, do Instituto Alana e Maria Farinha Filmes. Além de disponibilizar o conteúdo online, a plataforma também possibilita que as produções audiovisuais disponíveis sejam apresentadas em exibições públicas e gratuitas.

As experiências acontecem nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Ceará e Goiás. Mesmo tratando das especificidades de cada comunidade em que as instituições estão inseridas, a série pode servir de inspiração para novas práticas de ensino.  Os 13 episódios estão disponíveis no Videocamp e podem ser acessados aqui.

Fonte: novaescola.org.br

Oralidade: estratégias para a sala de aula

O trabalho com a oralidade na sala de aula ainda está longe de ser uma realidade, apesar de seu reconhecimento ter acontecido ainda nos anos 1990 com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Aos docentes, faltam referências teóricas e práticas de como trabalhar com os gêneros orais, se compararmos com os materiais disponíveis para as práticas de letramentos. Este curso se propõe a levantar tais questões e apresentar sugestões de trabalhos com a oralidade no Ensino Fundamental.

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

ETAPA 1

O professor Marcelo Ganzela, que te acompanhará no curso, se apresenta e explica como abordará o tema da compreensão e produção oral ao longo de sete etapas.

ETAPA 2

Entenda se a oralidade é algo espontâneo e o porquê de o trabalho com este conteúdo diminuir gradativamente a partir do Ensino Fundamental. Conheça também gêneros orais e como avaliá-los em qualquer faixa etária. Leia, ainda, uma entrevista com o especialista Bernard Schnewly.

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Aprenda como personalizar o trabalho com oralidade respeitando as individualidades e desenvolvendo as capacidades dos alunos, além de quais os melhores gêneros para explorar na escola.

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Conheça uma situação-problema envolvendo o trabalho com oralidade. Reflita sobre ele e discuta com outros colegas.

ETAPA 5

Explore uma sequência didática que trabalha o gênero oral de TED Talks, palestras curtas de cerca de 20 minutos.

ETAPA 6

Produza uma sequência didática para trabalhar os gêneros textuais da oralidade. Também responda às perguntas que revisam o conteúdo estudado. Essa etapa é essencial para que você possa receber a certificação do curso.

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Veja a sugestão de outros cinco textos que te ajudarão a se aprofundar no trabalho com este tema.

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Conte-nos suas impressões sobre o curso realizado e divida-o com seus colegas.